"O amor pode falhar, mas o cava-
lheirismo prevalecerá" - K.V. apud J.F.

o führer mameluco


À Associação dos Neonazistas de Pindamonhangaba [repost]

Venho por meio desta, em plena posse de minhas ilibadas faculdades mentais e psicomotoras, contestar veementemente as injúrias a mim lançadas por colegas de nosso grêmio... quero dizer, de nossa renomada instituição. Para tanto, separei minha argumentação em tópicos de forma a proporcionar claro e inequívoco entendimento.

De minha suposta origem nordestina
Se há algo incontestável é o que se refere à pureza de meu sangue; um sangue vermelho-escuro que, ainda que por demais espesso, corre por minhas nobres veias em velocidade superior a que Robson Caetano aplicaria em busca de uma marmita. Geneacologistas idôneos, em estudo minucioso, traçaram minha árvore genealógica, cujos frutos são dos mais viçosos, além de apresentarem uma tênue penugem que os torna objeto de volúpia – o que nos remete, é claro, ao nosso Wando, amante de pêssegos, símbolo máximo da música e arte neonazi, cuja principal composição “Fogo e Paixão” ombreasse, ou mesmo supera, o “Anel dos Nibelungos”, obra prima do nosso querido Wagner
Sobre o fato de meu crânio ser, digamos, levemente plano – os ignorantes diriam que tenho a cabeça “achatada” -, esclareço que é resultado de um lamentável acidente ocorrido quando eu ainda era bebê. E ainda agora me lembro como num filme: eu - pequeno, barrigudinho, pontinhos esverdeados de ramela no canto dos olhos, um par de fios de coriza saíam juntinhas de meu pequeno nariz, e, tal como lágrimas, afastavam-se entre si delineando minhas bochechas rosadas até, no ápice, se reencontrarem alegremente no extremo de meu queixo pontudo - estava na banheira e me estiquei todo para apanhar meu patinho de borracha que pousava docemente sobre a pia, no que escorreguei e caí de cocoruto no chão, quicando várias vezes até o corredor enquanto chacoalhava freneticamente minhas perninhas rechonchudas.

De meus supostos traços indígenas
Nunca usei um short Adidas ou Havaianas, muito menos executei a dança da chuva usando a palma da mão para esconder e mostrar a boca enquanto se grita “hu”. Se meus olhos são levemente estreitos e diagonais se deve ao fato de quando em criança ter imitando muito nossos amigos japoneses - aliados importantes na nossa luta da segunda guerra –, em que repuxava meus olhos com fitas crepe afixadas do canto dos olhos às minhas têmporas. Também desminto qualquer um que diga que meu livro de cabeceira é “O Guarani”; já “Mein Kampf” leio até no banheiro, principalmente.


De minha possível ligação com judeus
Não é verdade que eu tenha um dia vendido minha mãe; alugar e vender são transações completamente distintas. Nego também que eu seja circuncidado - ou seja, nunca operei da fimose -, e se meu membro apresenta tal característica dêem graças ao cachorro desgraçado que um dia quase me arrancou o pinto. Também dizem que meu nariz é adunco; mentira, visto que originalmente é levemente arrebitado, mas foi achatado por uma porta fechada sem aviso quando eu, com as calças arriadas, corria atrás de minha empregada de 65 anos.

De minha cútis
Má fé, ou falta de um espírito observador, acomete os que argumentam que eu teria sangue negro. Um absurdo. Não há dúvida, minha cútis original é tão alva que poderia cegar ao refletir um minguado raio de sol, e tão macia e branquinha como um tufo fofo de algodão. Tanto que isso fazia com que eu recebesse de meus amiguinhos apelidos carinhosos tais como “melanina zero”, “bigato” e “alemão”. “É uma questão de adaptação”, como diria nosso mentor Darwin. Hoje, se apresento este bronzeado sensual é simplesmente por ter vivido muitos anos em Araçatuba, interior de São Paulo, onde o Sol, com a conivência das nuvens ausentes e do vento que mal consegue chacoalhar uma roseira, fustiga nossas peles alvas como a neve, dando-lhes este bronzeado pelo qual podemos erroneamente ser tomados por mestiços (cabe aqui uma breve digressão: nessa mesma cidade do sol ardente, houve tempo em que faziam o transporte de ovos utilizando caminhões frigoríficos, pois de outro modo todos chegariam já cozidos aos seus destinos; ainda lá, rememoro nostalgicamente, meu hobby predileto era utilizar os impiedosos raios solares para fritar ovos  na calva suada de judeus gordinhos, no que eles gritavam: “Oh, D’us, outra Holocausto! Socorra, a nazista estar fritando uma ovo em meu cabeça”; e digo, sem qualquer exagero, que era por demais instigante o desafio de manter a gema do ovo no centro do kipá – que para quem não se lembra é o boné-tampa-de-laranja).  

Epílogo
Espero que as considerações acima sejam suficientes para sanar quaisquer dúvidas sobre minha nobre origem, e anseio, pelo bigodinho do Fürer, continuar na luta por um mundo melhor e mais limpinho. Um mundo de amor fraternal, de amor entre camaradas distintos de puro sangue, de nossa integração íntima, a sublimação de nossas virtudes arianas.

Aiii, Hitler!

ass. Severino Zulu Goldenstein – o ariano puro sangue.

 

Richard Wagner, o nibelungo dos nibelungos.

"Você é luz, é raio estrela e luar, manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô.
Você é sim, e nunca meu não, quando tão louca me beija na boca e me ama no chão."
Versos imortais de Wando - nosso maior artista ariano contemporâneo 



Escrito por Luciano �s 22h39
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musquinha

Ottoman - nova do Vampire Weekend.

Não tão boa quanto, por exemplo, Campus ou Walcott; mas ainda assim boa.

[via Rudá]



Escrito por Luciano �s 21h02
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o conto ruim sobre coisa ruim – ou 1975 (tlinta e tles)

How terrible it is when you say I love you and the person on the other phone shouts back ‘What?’ "
- J.D. Salinger (Raise High the Roof Beam, Carpenters)

How terrible it is when you ask ‘how much?’ and the person in front of you shouts back ‘Echi chechenta e echi chechenta’. And you ask “but is there difference?”, and the person shouts back again‘Echi chechenta e echi chechenta’". 
- A customer (going shopping in Ciudad del Leste – Paraguay)

                                        

Daí você pensa assim: “logo hoje vou cometer um texto pior que a média”.

E certo disto, insiste e começa deste jeito:

É véspera de ano novo, mas você brinca o dia inteiro na rua como se o dia fosse qualquer outro.  À tarde volta pra casa e alguém comenta que x esteve com febre o dia todo.

Todos se arrumam e colocam roupas não necessariamente novas (mas nunca excessivamente velhas) pro dia de ano novo.

Um dia como qualquer outro.

E saem juntos. Os pneus das bicicletas zunindo sobre a terra batida, mascando areia fina e pedregulhos, levantando a poeira no ar seco e indo de encontro ao vento que desgrenha cabelos indiscriminadamente.

Próxima parada: hospital.

Todos na sala de espera, ligeiramente ansiosos por descobrirem de onde vem a febre de x. E depois de um tempo considerável, decide-se que é melhor as crianças irem pra casa da mãe da mãe.

*

E você deita e dorme o mesmo sono de sempre, como em um dia feito qualquer outro.

Acorda abruptamente. E de certa forma sabe exatamente do que se trata. Como se sempre soubesse.

O filho do seu avô (que não é seu tio) senta perto de você e diz: “O x não agüentou”.

Onde o nome de x é mencionado com um sufixo diminutivo, e você entende, mesmo com a sua idade (como se já houvesse vivido muitos anos a mais), mesmo absurdamente sonolento, você entende instantaneamente tudo que precisa: a frase fora do contexto, o ambiente familiar mas estranho, a inflexão da voz.

E percebe tudo de forma tão natural, transparente e inconsciente, que acaba por achar que você chora injustificadamente.

*

Feliz Ano Novo!

*

Seu coração pesa pouco. No que tende a se sentir um pouco culpado por não sentir peso maior.

E você segue o dia todo jogando River Raid em um dos vizinhos; e joga como se o dia fosse qualquer outro.

Volta pra casa no fim da tarde, e todos estão lá como se a reunião em família fosse uma como qualquer outra. A caixa retangular suspensa no meio da sala, as flores, as cadeiras coladas às paredes.

Uma estranha vem do corredor e afaga seu cabelo. Você olha pra ela e sorri.

- Não se preocupe; porque logo ele voltará de novo como uma criancinha deste tamaninho – ela diz enquanto aproxima as mãos espalmadas de forma a demarcar na horizontal os limites verticais imaginários do futuro bebê.

E você sorri.

Não exatamente um sorriso arrogante. Mas sorri pelo tom didático e paternal. Pela inflexão, as palavras peneiradas, o tom amparador.

- Reencarnação? – você pergunta ainda sorrindo.

E se naqueles tempos você conhecesse Salinger, provavelmente se sentiria no papel de Teddy, representando feito um canastrão um personagem do qual não é digno. Mas não, não se sente um canastrão como hoje quando cita um escritor russo - a voz saindo espremida pelo temor atroz de soar pretensioso ou charlatão, ou fazer uma persona derivada de qualquer ficção que tenha lido.

Então você cita Hebreus 9:27, que pra você é argumento mais do que suficiente. E completa explicando também o episódio do nascer de novo, veja bem, nascer de novo da água e do espírito. E destaca o fato de que o interlocutor de Cristo menciona sobre voltar ao ventre, e que Cristo reafirma: da água e do espírito.

E você sorri.

E a moça sorri diagonalmente de volta, possivelmente pensando que “lancei uma pérola pra um porquinho desse tamaninho”.

*

Às vezes você entra em casa e ouve o choro abafado. Dias, semanas, e até mesmo depois de anos.

E imagina o quanto pesa o fardo deles. Ao mesmo tempo em que analisa se seu próprio fardo não é leve demais.

Supõe que talvez seja um pouco mais forte que a média (mas nunca se convence).

*

Após duas décadas você ainda mede e pesa o seu. Fardo. Ainda refletindo sobre a medida justa.

E em um dia como qualquer outro, acorda com próprio choro, percebendo que toda a vida sempre foi leve demais.

Então pede perdão, ainda que possivelmente não haja falta, dolo ou pecado.

Mas você sabe que não há ninguém ouvindo lá no escuro.

E então chora mais até pegar no sono de novo.

Como em um dia feito qualquer outro.



Escrito por Luciano �s 23h57
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kasato maru

Eu não quero parecer xenófobo ou racista. Mas preste atenção:

JAPONESES DEVERIAM SER PROIBIDOS!

E é claro que o Ministério da Saúde não faz nada.

Rapaz! É concorrência desleal.

Não, não falo de inteligência. Porque quem entra em duas guerras mundiais lutando pelo lado errado teve ter um problema sério no quesito.

***

Tipo, a cabeça deles. Já viu o tamanho?

Deus do céu, como pode?

A fita métrica daqui não é suficiente. E digo convicto que duas emendas ainda não é o bastante.

Hein?

Por exemplo: quando estou jogando futebol e um amigo japonês está no ataque.

É só chutar a bola para o alto e avante que há 95% de chance da bola bater na cabeça dele.

Funciona fácil assim, eu fecho os olhos e chuto.

A Cabeça é quase onipresente.

***

Mais uma.

Aposto que os astrônomos erram um bocado em não considerar a massa da cabeça deles na hora de calcular órbitas.

Porque eu acho sinceramente que a força gravitacional ali não é pouca não.

Às vezes as contas dos cientistas não devem bater e eles ficam achando que é erro de computação.

Garanto que não. Convém considerar estes planetinhas também, né?

***

Outra coisa.

Japonês no trabalho. Só na minha equipe tem quatro, eu disse "quatro", e repetindo: quatro japoneses (de um total de doze pessoas).

Toda vez que eu durmo no trabalho todo mundo tira o sarro e tal. E acontece bastante.

Mas meus amigos japoneses dormem o tempo todo e ninguém percebe.

Saca?

Os olhinhos?

Abertos, fechados…

Não

diferença,

meu

amigo.

***

Só mais uma coisa.

Já viram japoneses discutindo entre eles?

Caramba, passo mal de rir e sempre lembro de Kill Bill, da cena do Hattori Hanzo discutindo com seu empregado:

“Rôôôôôôô q q c falou aí? UUUUóóóó, Rôôôô, você ééééé um inútil rôôôô…uoi uoi ôôôô immmmmprestávelllll!!!!!”

***

E agora um último testemunho que vem do próprio lado deles.

Estou hoje em um restaurante japonês, comendo peixes bonzinhos à moda de Smeagoll, e um japonês amigo meu diz que os próprios japoneses são muito racistas.

E ele diz isto tendo morado no Japão durante quase cinco anos.

E eu digo:

“Sério?”

Daí ele fala:

“É, eles não gostam de estrangeiros. De pretos. De brancos. De japoneses mestiços. E mesmo de nisseis.”

Mas aí eu digo:

“Sabe o que você faz quando for discriminado por um japonês (que é o seu próprio sangue)?”

E meu amigo japonês pergunta ansioso:

“Não. Me diz o quê que eu faço, Luciano!?”

E eu respondo:

“Chega assim e fala para ele: ahhhhhhh, vai tomar no cu japonês.”

***

(Você pode não achar engraçado, mas todo mundo da mesa riu muito. Ah, e não faltou vírgula no cu do japonês não, viu?)

***

Prometo que quando eu viajar no tempo: volto em 1908, em alto mar, e faço vários rombos gigantes no casco do Kasato Maru.


Kasato Maru - Inclusive, muito depois da imigração os putos ainda usaram o navio na Segunda Guerra. Mais um motivo.



Escrito por Luciano �s 00h53
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“a Senhora Gorda é o próprio Cristo, companheiro”

Não que eu creia nasumanidade – ao menos não em um amplo e irrestrito sentido de crer –, mas faz parte da brincadeira se arrastar por frestas e entender como e com quais recursos os outros manejam suas próprias cordinhas. No mínino entretenimento, no máximo uma sabedoria mais fortinha. Que não há qualquer mérito em reconhecer as virtudes que são esfregadas na nossa cara. E claro que não carece de fazer pedras clamarem, exercendo boa vontade apenas por deverzinho moral, mas antes aos menos aplicar em larga escala o benefício da dúvida. Incursões antropológicas, mesmo que usando luvas e tal.

E agora senta aqui neste banquinho de madeira que vou usar o sr. Jerônimo D. Salinger como meu powerpoint.

Normalmente não tenho tanta dificuldade em sintetizar em uma palavra (ou algumas poucas, ainda que por vezes um tanto fragilmente ou mesmo por algo derivado de um pseudo-insight) os principais truques de escritores, como eles apertam os botões, quais as obsessões.

Mas é complicado definir Salinger, já que a aparente simplicidade de sua prosa é um tapume escondendo seu painel de controle. Você só ouve os tlec-tlec e fica impossível sacar quais teclas ele marretou e em que ordem.

Dia desses, depois de reler a primeira parte de Franny & Zooey, de novo de novo de novo tentava entender Salinger e acabei derivando uma possível solução da coisa toda lá do primeiro parágrafo deste texto aqui que escrevo agora. Em como o sr. Jerônimo em grande parte tem personagens notavelmente simples.  Claro, não falo da família Glass e tal, mas basicamente de Nove Estórias e de O Apanhador. Com exceção de Teddy e A Fase Azul de Daumier-Smith, os personagens são gente como qualquer outra. Salinger desenha uma dona de casa, uma criança bacana mas não brilhante, um veterano de guerra lascado, um adolescente espinhento, e com uma descomunal boa vontade tira algo dali, estreitando os olhos, franzindo um pouquinho o cenho, rabiscando os traços enquanto morde a língua que descansa no canto da boca.

É romanceado? Claro. Mas não se pode dizer que é idealizado; é sempre verossímil. O que ele faz é não se resignar, se esconder em ironias ou mesmo abusar das psicologias. Ele espreme seus personagens, suas coisinhas, e você nem percebe que já está amando a dona de casa, que quer beliscar e morder a bochecha das crianças. Mas, veja, não é exatamente o clichê de que a "beleza está no zóios ramelentos de quem vê", é uma demonstração de que ela realmente está lá, que, sim, exige certa habilidade, mas existe assim como um hidrante existe.

E como ele faz isso? (Vamos lá fracassar again and better.)

Ele é excessivamente educado e acaba não entrando na cabeça dos personagens. O narrador nunca é onisciente, mas sempre exímio observador. A perspectiva é sempre externa.

O que ele faz, rapaz, é descrever absurdamente bem os detalhezinhos que são comumente irrelevantes nas patas de escritores menos talentosos - um gesto qualquer, uma arrumada de cabelo, uma escostada no sofá, a maneira de olhar para um objeto, uma frase curta -, e seguindo estes detalhezinhos você é induzido a fazer uma leitura fria dos personagens e, tcharam, essa sua leitura é em boa medida viciada pelo fato de Salinger, bem bom que é, te fornecer os estímulos visuais exatos que, tcharam de novo, massageiam aquela pequena área do seu coração que ainda não foi feita em torrões de areia pela freqüente leitura de Beckett, Kafka e Cormac McCarthy. E é bem bonito isto, de ele se abster de qualquer julgamento moral por meio da voz do narrador (o que às vezes acontece mesmo com grandes escritores – principalmente quando estes tentam escapar usando algum personagem como boneco de ventríloquo, e a gente lá, vendo escancarados movimentos labiais do sr. ventríloquo), e apenas descrever absurdamente bem, a ponto do narrador se extinguir completamente, te levando a um estado de imersão em que você é o próprio narrador-observador, e você fica lá ligando todos os pontos e preenchendo lacunas que ele (Salinger) deixou especialmente para você.

Você é um voyeur hipopotizado, recebendo ternurinhas diretamente em suas retinas fadigadas de imagens do metrô.

E o lance todo, se é que entendi e este não é outro pseudo-insight, é que você pode até olhar para os outros como que estando em um nível diferente (que não necessariamente superior, inferior, paralelo, diagonal, etc), mas isto não é desculpa para você deixar de se esforçar e às vezes dizer oh que cute-cute.

Então, alto lá, companheiro. Ouça Seymour apud Buddy apud Luciano: lembre da Senhora Gorda, the fat lady herself, companheiro.

Todos, absolutamente todos são a Senhora Gorda.

Inclusive você mesmo, senhor Senhora Gorda.

(Logo eu, praticamente um perfeito ariano de arcada dentária irretocável, o führer mameluco do noroeste paulista, dizendo que todo mundo é mais ou menos igual.)



Escrito por Luciano �s 21h24
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