De menos fardos para a consciência
"Me senti um manipulador sujo e vil (ou seja, bem; e eu não tenho culpa se alguns incautos tatuam na testa as suas instruções de operação)." - Elton, via xy7htk
Ler isso me fez rir um bocado, além de me deixar mais "levinho".
Escrito por LLC �s 00h06
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Escrito por LLC �s 20h00
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Ainda sobre a Teodoro Sampaio
Outro dia eu subia ofegantemente a íngreme Teodoro Sampaio quando presenciei uma cena lamentável.
Vi um ônibus que subia a rua bufando com um bando de corintianos, com as cabeças para fora das janelinhas estreitas, batendo repetidamente as mãos nas laterais do pobre veículo automotor, gritando rimas diversas; e ao ônibus só restava bufar. Ingenuidade de minha parte achar que se tratava de lenda, de simples chacota, quando se dizia que corintianos tinham este, digamos, "'custume' feio". Na hora nem senti nojo, mas apenas medo. Sei lá, talvez eles mordessem; ou pior, talvez eles achassem que eu era amigo deles e arremessassem um sorriso para mim.
O retrato de um corintiano sorrindo - com todas as nuances, ausência dos dentes frontais, ou presença de frontais esteticamente prejudicados - me perseguiu até o fim daquela noite. E a soberba rima "a-e-i-o-u, o todo-poderoso vai partir pro Pacaembu" martelou meus ouvidos durante algum tempo.
O horror. Mais um trauma para meu currículo; o que seria um caso de psicanalista caso eu acreditasse nesses sujeitos que têm obsessão pelo pinto dos outros.
Mas o interessante é que depois do episódio fiquei refletindo sobre a séria questão científica: um corintiano conseguiria imitar um ser humano a ponto de ter sucesso no teste de Turing?
Escrito por LLC �s 20h18
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