Da série "Sérias Questões Filosóficas": Parte I - Sobre o que move o mundo (ou “Nietzsche: um super-homem não tem medo de leguminosas”).
Para descortinar a verdade dessa séria questão é preciso entender a influência capital que as leguminosas exercem sobre as aspirações humanas. O pepino, liderando o ranking de leguminosas - seguido de perto pela alegre cenoura e a áspera mandioca-, é o grande impulsionador das realizações humanas. Sim, o “mover do mundo” deve-se a longos, lustrosos, roliços e clorofiléticos pepinos.
A filosofia "Pepeniana" é hermética demais para ser demonstrada em apenas um post, mas a dinâmica é mais ou menos a seguinte: os humanos seguem à frente - ofegantes, suando como refrigerantes de dois litros, caras de coitados, olhares clementes e sobrancelhas de Spok invertidas; e os pepinos vão logo atrás - obstinados, incansáveis, lustrosos - sim, mais uma vez, "lustrosos" não pode faltar -, fazendo periódicas e ameaçadores investidas contra os traseiros dos que estão à frente.
Já me vejo apedrejado - em nome da tolerância, of course! - pelos grupos defensores de minorias. O sistema filosófico que proponho incorre em uma politicamente incorreta justificativa a homofobia: o que será do mundo se a humanidade vencer a "pepinofobia"?
Escrito por LLC �s 08h37
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Ouvidos e Penicos: Sobre a Distinção
No elevado décimo oitavo andar meus ouvidos doem.
"Música"?* (as aspas são pelo desprezo, sim senhor).
Abri a janela segundos antes de culpar o vizinho.
O incômodo auditivo resumia-se a um Kadett de cor vinho, portas escancaradas e som a todo volume; indivíduos em roda na calçada, sentados em cadeiras brancas de plástico, completavam o cenário. Donde surge a indispensável questão: "como aqueles entusiasmados ouvintes de som de carro se comunicavam?".
Grunhidos são logo descartados; a troca de odores seria uma possibilidade, não fosse a necessidade de um sistema demasiado complexo que só insetos possuem.
(A troca de odores merece um aparte técnico. O problema não consiste na transmissão, tampouco na recepção - quem já utilizou transportes coletivos que o diga -, a dificuldade está no processo de decodificação, que deve ser, pelos meus cálculos de cabeça – uau! -, um problema NP difícil; mas deixemos a computação para outro dia).
No que resta a hipótese dos-do-Kadett serem exímios mímicos.
* "Caviar com Rapadura" e "Calcinha Preta" apresentam a dualidade "de-comer”/”de-usar" – diga-se que a questão fica resolvida se a calcinha for comestível. Mas eu estou me fazendo de desentendido; sinto vergonha em saber que são bandas de forró – tapo os olhos com as mãos.
Escrito por LLC �s 20h47
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