Na rua os ônibus bufam com mau humor; em trote segue-se pela calçada declive abaixo, onde, mais à frente, um senhor baixo e gordo atesta a qualidade de seus produtos, no que faz bolhinhas de sabão que se espalham e se chocam em grades de portões e transeuntes; estes vão por todas as direções em ritmo acelerado, salvos de se atropelarem por uma música surda, resultado da combinação de roncos, buzinas e conversas ligeiras, que marcam o tempo dos passos e gestos de cada um.

A multidão nas calçadas não é o que mais irrita, e sim alguns poucos, mas sempre presentes, que andam a frente em ziguezague, fazendo de bobos aqueles que vêm atrás em passos claudicantes, alternando investidas de ultrapassagem pela direita e esquerda.

Teodoro Sampaio é o horror dos misantropos; só a Artur Azevedo salva.